Durante a viagem da professora de português de meus alunos, acabei orientando as atividades desta língua durante meus períodos vagos na escola. Uma atividade era um poema composto apenas por verbos. E eu resolvi tentar. Vejamos:
Joguei, perdi, chorei;
Aprendi, vi, entendi;
Joguei, ganhei.
Percebemos nesta pequena demonstração de minha capacidade de escrever, uma situação comum na vida das crianças. Inclusive o nome deste verso ainda quero criar. Um verbo que explique como funciona o espírito das crianças. Elas perdem e choram mas não se dão por vencidas.A próxima foi gerada em uma segunda aula, em um dia que estava um pouco mais triste. Não comemoro aniversários, apenas algumas datas me lembram pequenas situações. E a data em que se perde alguém querido, não há como não lembrar a cada ano. Aniversários funcionam de uma forma inversa, comemoramos a chegada. Bem, vejamos:
Amei, morreu, chorei;
Amei, partiu, sofri;
Amei, sofri, compreendi:
amou, sorriu, partiu.
Vemos o poder das palavras quando elas transcendem a função de reservar fonemas em símbolos. Da compreensão profunda do ciclo da vida.


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